terça-feira, 26 de agosto de 2014

Como identificar a vocação sacerdotal e religiosa!

Jesus chamou para apóstolos “aqueles que Ele quis”, depois de passar a noite em oração. A Igreja viu nisso o chamado ao sacerdócio e também às outras formas de vida religiosa. É Jesus quem chama o jovem à vida sacerdotal, o que não é fácil. A vida religiosa exige muitas renúncias para ser “todo de Deus”, estar a serviço do Seu Reino para a edificação da Igreja e a salvação das almas.
A palavra “vocação” vem do latim vocare, que quer dizer “chamar”. Deus põe no coração do jovem esse desejo de servi-lo radicalmente, indiviso, full time, em tempo integral, sem divisão.

Para discernir esse chamado divino, o jovem precisa, sem dúvida, de um bom orientador espiritual, um padre ou um leigo experiente para ajudá-lo. Penso que alguns sinais indicativos da  vocação de um jovem ao sacerdócio ou à vida religiosa sejam esses:
1 – Ter vontade de entregar a vida totalmente a Deus sem guardar nada para si; ser como Jesus, totalmente disponível ao Reino de Deus. Ser um outro Cristo – alter Christus. Abraçar o celibato com gosto, oferecendo a Deus a renúncia de não ter esposa, filhos, netos, vontade própria etc. É um casamento com Jesus. Ele disse que receberá o cêntuplo nesta vida e a vida eterna depois quem deixar tudo por causa d’Ele e do Seu Reino. Jesus disse que as raposas têm seus ninhos, mas que Ele não tinha nem mesmo onde reclinar a cabeça. Isso é sinal de uma vida despojada de tudo. Nada era d’Ele, nem a gruta onde nasceu, nem o burrinho que O levou a Jerusalém. O barco de onde pregava e viajava, o manto que os soldados sortearam também não eram d’Ele. Nem a casa onde vivia em Cafarnaum pertencia ao Senhor. Tudo Lhe foi emprestado. Cristo era despojado de tudo; a Ele só pertencia a cruz.
Dom Bosco disse que não pode haver graça maior para uma família do que ter um filho sacerdote. É verdade. O padre faz o que os anjos não podem fazer: perdoar os pecados, realizar o milagre da Eucaristia, tornar presente o Calvário em cada Missa para a salvação do mundo.
2 – A vocação religiosa exige que o candidato tenha o desejo de trabalhar como Jesus pela salvação das almas, sem pensar em um projeto para a sua vida. Exige entrega total nas mãos de Deus, desejo de viver mergulhado no Senhor. Tem de gostar de rezar, de estar com Deus, de meditar Sua Palavra e participar da liturgia, pois sem isso não se sustenta uma vocação sacerdotal.
O demônio tem muitas razões para tentar um sacerdote ou um religioso, pois este lhe arrebata as almas. Então, o religioso consagrado tem de viver uma vida de extrema vigilância, muita oração e mortificação, como disse Jesus.
3 – Amar a Igreja de todo o coração, tê-la como Mãe e Mestra, ser submisso aos ensinamentos do seu Magistério. Ser fiel à Igreja e a seus pastores, nunca ensinando algo que não esteja de acordo com o Sagrado Magistério da Igreja. Viver o que diziam o Santos Padres: sentire cum Ecclesia. Amar o Papa, os bispos, Nossa Senhora, os anjos e santos, os sacramentos, a liturgia e tudo o que faz parte da nossa fé católica. Amar a Bíblia e gostar de meditá-la todos os dias. Desejar estudar Teologia, Filosofia e tudo o mais que o Magistério Sagrado da Igreja nos recomenda e ensina. Gostar de fazer meditações, retiros espirituais e uma busca permanente de santidade. Almejar, como disse São Paulo, atingir a estatura adulta de Cristo; ser um bom pastor para as ovelhas.
4 – Desejar viver uma vida de penitência, na simplicidade, na pobreza evangélica, na obediência irrestrita aos superiores, aberto a todos por um diálogo franco. Ser tudo para todos. Estar disposto a obedecer sempre o seu bispo ou seu superior a vida toda, qualquer que seja a decisão dele sobre você.
5 – Estar disposto a dar até a vida pela Igreja, pelas almas e por Jesus Cristo.
Talvez, eu tenha sido um pouco exigente, mas para aquele que deseja ser um “sacerdote do Deus Altíssimo”, creio que não se pode pedir menos do que isso. Quem opta pela vida sacerdotal deve se entregar de corpo e alma a ela; não pode ser mais ou menos sacerdote ou religioso. Seria uma frustração para a pessoa e para Deus. É melhor ser um bom leigo do que um mal religioso.

Leigo, você tem uma vocação!

Alguém já disse que “a primeira vitória de um homem foi ter nascido”.
De fato, esta é a maior graça. Como disse São Paulo, “Deus nos desejou em Cristo, antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante de seus olhos” (Ef 1, 4). Logo, esta é a nossa primeira e fundamental vocação. Vivermos a vida para Deus, sermos santos aos seus olhos. O mesmo São Paulo completava exortando os efésios a que levassem “uma vida digna da vocação à qual fostes chamados” (Ef 4,1).
O nosso Catecismo diz que “o homem é, por natureza e por vocação, um ser religioso” (§ 44).
Vocação leiga
O Papa João Paulo II disse certa vez: “Não tenhais medo da santidade, porque nela consiste a plena realização de toda a autêntica aspiração do coração humano” (L’Osservatore Romano, 7/4/96).
“A santidade é a plenitude da vida” (LR, N.20,18/5/96).
Os santos foram os mais felizes e os que atingiram a plenitude da vocação humana segundo os desígnios de Deus. Mas a busca da santidade não está desatrelada da vida cotidiana; muito ao contrário, é inserida no dia a dia que ela se realiza. É no mundo do trabalho, da família, da ciência, da política etc., que a vocação deve se realizar, de modo especial para nós leigos. Jesus foi claro na sua oração sacerdotal: “Pai, não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal” (Jo 17,15).
Quando realizamos o desejo de Deus, somos felizes, porque nos sentimos realizados e úteis. Então, é fundamental descobrir a nossa vocação. Quando você a realiza, dá sentido a sua vida. Cada pessoa é chamada (vocação vem do latim vocare = “chamar”) por Deus a ter uma vida realizada e plena.
É por meio do trabalho – qualquer que seja ele – que o homem é chamado a cooperar com o Criador na obra da criação. Deus nos deu essa honra: ajudá-Lo a criar o mundo, até que este seja divinizado. Mesmo tendo se tornado penoso após o pecado original, o trabalho continua uma bênção. Por meio dele, o homem se santifica e santifica o mundo. A sua importância ficou evidente quando o Filho do Homem assumiu, na terra, por longos anos, a profissão de carpinteiro. Jesus quis nos mostrar a importância salvífica do trabalho.
O nosso Catecismo ensina que “o trabalho não é uma penalidade, mas sim a colaboração do homem e da mulher com Deus no aperfeiçoamento da criação visível” (CIC, nº 378).
Quando Paulo VI, em 1964, visitou Israel, diante da carpintaria de Nazaré, falando da vida oculta de Jesus, na família de Nazaré, disse: “Uma lição de trabalho. Nazaré, ó casa do “Filho do Carpinteiro”, é aqui que gostaríamos de compreender e celebrar a lei severa e redentora do trabalho humano” (05/01/1964). Portanto, é necessário que cada um, com os talentos que Deus lhe deu, escolha e viva bem a sua profissão, e realize a sua vocação. A primeira maneira de amar bem é trabalhar bem, pois assim estaremos servindo bem os outros. O Papa Paulo VI disse que “o amor é a vocação fundamental do ser humano” (Persona humana, 7).
Deus deu a cada um de nós talentos individuais para que possamos desempenhar uma atividade necessária para os outros. Cabe a cada um identificar esses dons e seguir a profissão para a qual tem aptidão e interesse.
Sabemos o quanto Jesus enfatizou a importância de não enterrar os talentos que Deus nos deu. Ele nos pedirá contas do que fizemos com eles.
Na Carta aos Colossenses, São Paulo diz algo fundamental sobre isso:
“Tudo quanto fizerdes, por palavra ou obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”.“Tudo o que fizerdes, fazei de bom coração, para o Senhor, não para os homens, certos de que recebereis a recompensa das mãos do Senhor. Servi a Cristo Senhor” (Col 3,17.23). Isso nos indica que todo trabalho é feito, antes de tudo, para Deus, e lhe damos glória quando o realizamos bem em nossa profissão. Não é somente pelo salário que recebemos ou pela vigilância do chefe que devemos trabalhar bem, mas para o Senhor, que nos dará um “salário eterno”.
Deus e a Igreja precisam que cada um de nós encontre o seu lugar, tanto na sociedade quanto na Igreja, sem desperdiçar a vida, pois isso seria um crime, um pecado.
Ninguém pode se sentir inútil ou desnecessário neste mundo, pois para todos Deus tem uma missão, seja solteiro ou casado. Como disse Michel Quoist em seu livro ‘Construindo o homem e o mundo’: “Solteiro ou casado, só o egoísta desperdiça a vida”.
O leigo é chamado a construir o mundo, ser o sal e a luz de Cristo nesta terra. Diz o nosso Catecismo que “é especifico dos leigos, por sua própria vocação, procurar o Reino de Deus exercendo funções temporais e ordenando-as segundo Deus. A eles, portanto, cabe, de maneira especial, iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente unidos, para que elas continuamente se façam e cresçam segundo Cristo e contribuam para o louvor do Criador e Redentor.” (n. 898)

Por que Rezamos o Terço ?

Rezar o terço é uma prática católica de devoção a Nossa Senhora, passada de geração em geração, e carregada de significados e simbolismos. Muitas pessoas praticam-a sem saber a sua origem ou acabam fazendo por costume, sem propósito ou fé. E você? Sabe porque as pessoas rezam o terço? 

História

Sua história é antiga. Um dos primeiros registros diz que monges cristãos usavam pedrinhas para contar as suas orações e na Igreja Católica, em 1328, Nossa Senhoraapareceu para São Domingos e pediu que ele rezasse o terço para salvação do mundo. Foi assim que surgiu a devoção ao Rosário (coroa de rosas oferecida a Nossa Senhora).

Prática

Rezar o Rosário significa meditar os vinte mistérios da Fé Católica que são divididos em quatro grupos de cinco mistérios, ou seja, o Terço. No Rosário, rezamos 150 Ave-Marias e no terço reza-se apenas 50.

Rezar o terço nos leva diariamente ao estudo e meditação profunda da Palavra Sagrada da Bíblia e das passagens mais importantes do Evangelho. Aos mistérios originais, recentemente o Papa João Paulo II instituiu novas meditações, sendo que os mistérios do Santo Rosário são: Gozosos, Dolorosos, Gloriosos e os Mistérios de Luz.

O terço pode ser rezado individual ou coletivamente e sua prática rapidamente tornou-se a oração mais popular da Igreja Católica. É ainda uma das formas de devoção mais queridas à Nossa Senhora sendo praticada fielmente pelos cristãos até os dias de hoje.



Conheça o significado do escapulário> Voltar


Você com certeza já viu ou sabe o que é o escapulário e até mesmo pode usá-lo comosímbolo da sua fé em Deus, mas já parou para pensar qual a sua origem? Muitos ainda o utilizam apenas como ornamento ou acessório e nem tem ideia do que possa significar carregar um escapulário nos ombros.

O nome “escapulário” vem das “escápulas”, aquele osso que fica perto dos ombros e ele une duas imagens através de um cordão, que pode ser de pano, barbante, aço ou qualquer outro tipo de material. As imagens mais comuns de se ver em um escapulário são a de Nossa Senhora e do Sagrado Coração de Jesus, além daquela que faz parte da história de sua origem: Nossa Senhora do Carmo.

História

No ano de 1200, um grupo de homens se reuniu no Monte Carmelo com um único propósito em mente: seguir Jesus Cristo. Para isso, construíram uma pequena capela em homenagem a Nossa Senhora que depois, por conta do nome da região, ficou conhecida como “Ordem dos Carmelitas”.

Esse local não foi escolhido à toa, já que é considerado um local sagrado, principalmente por conta das ações do profeta Elias que em questão teve como prova de Deus sua manifestação o defendendo e mostrando que era o único Deus.

Um tempo depois, a Ordem foi para a Europa onde enfrentaram tempos muito dificeis. Mas foi ali que São Simão Stock consagraria a história e origem do escapulário. O ano era 1251 e São Simão estava orando e pediu um sinal de proteção aNossa Senhora contra os seus possíveis inimigos. Foi ali que recebeu dEla umescapulário com a promessa de proteção para todos aqueles que o usassem.

"Recebe, filho amado, este escapulário. Todo o que com ele morrer, não padecerá a perdição no fogo eterno. Ele é sinal de salvação, defesa nos perigos, aliança de paz e pacto sempiterno”.

Depois desse episódio, os carmelitas ficaram conhecidos como uma das maiores ordens da Igreja Católica.

Significado e lição

Agora que sabemos a origem do escapulário, podemos afirmar que quem o usa deveria vê-lo como uma graça e usá-lo com sabedoria e parcimônia e não apenas como acessório. Devemos ter consciência que ele é muito mais que uma jóia e sim um simbolo de proteção e resignação da nossa fé perante Nossa Senhora e Jesus Cristo.

A tradição também diz que o escapulário deve ser dado a pessoa por um sacerdote em uma cerimônia especial ou ainda que você deve ser presenteado com um e não apenas adquirí-lo. Sendo assim, um escapulário é sempre uma boa forma de presentear e demonstrar o quanto você se preocupa e quer bem aquela pessoa.

Papa Francisco: 10 segredos para ser feliz


O que faz você feliz? O que você precisa para ser feliz? A busca pela felicidade muitas vezes parece ser eterna e sem sentido ou impossível, não é mesmo? Nessa semana, o nosso querido Papa Francisco concedeu uma entrevista à revista argentina Viva e nessa entrevista ele falou sobre felicidade.

Muitos julgam já ter a resposta para ser feliz ou ainda devem estar pensando que os segredos revelados na tal entrevista pelo Papa Francisco são banais ou sem sentido. Mas, você já parou pra pensar? Você já tentou aplicar o que foi dito na sua vida? Na maioria das vezes, esperamos as coisas acontecerem sem que tenhamos que fazer o mínimo esforço. Ou ainda, somo muito orgulhosos e achamos que o mundo gira ao nosso redor e só pelo fato de existirmos já somos merecedores. Será mesmo?


Jesus morreu na cruz para nos lembrar todos os dias do amor incondicional e da fé. E quantas vezes lembramos e agradecemos por esse sacrifício? Essa é a maior lição que devemos tirar das palavras ditas nessa entrevista pelo Papa Francisco.


Abaixo, você pode ver a entrevista em 2 partes:

Entrevista Papa Francisco - parte 1




Entrevista Papa Francisco - parte 2


E separamos aqui os 10 segredos para ser feliz segundo o Papa Francisco, ditos na entrevista:

1 – Vive e deixa viver

"Aqui os romanos têm um ditado e podemos levá-lo em linha de conta para explicar a fórmula que diz: 'Vá em frente e deixe as pessoas ir junto'." Vive e deixar viver é o primeiro passo de paz e felicidade.

2 – Dar-se aos outros

"Se alguém estagna, corre o risco de ser egoísta. E água estagnada é a primeira que ser corrompida."

3 – Move-te "remansadamente"

"No [romance] 'Don Segundo Sombra' há uma coisa muito linda, de alguém que relê a sua vida. Diz que em jovem era uma corrente rochosa que levava tudo à frente; em adulto era um rio que andava para a frente e que na velhice se sentia em movimento, mas remansado. Eu utilizaria esta imagem do poeta e romancista Ricardo Guiraldes, este último adjectivo, remansado. A capacidade de se mover com benevolência e humildade, o remanso da vida. Os anciãos têm essa sabedoria, são a memória de um povo. E um povo que não se importa com os mais velhos não tem futuro."

4 – Brincar com as crianças

“O consumismo levou-nos a essa ansiedade de perder a sã cultura do ócio, desfrutar a leitura, a arte e os jogos com as crianças. Agora confesso pouco, mas em Buenos Aires confessava muito e quando via uma mãe jovem perguntava: Quantos filhos tens? Brincas com os teus filhos? E era uma pergunta que não se esperava, mas eu dizia que brincar com as crianças é a chave, é uma cultura sã. É difícil, os pais vão trabalhar e voltam às vezes quando os filhos já dormem. É difícil, mas há que fazê-lo"..

5 – Partilhar os domingos com a família

"No outro dia, em Campobasso, fui a uma reunião entre o mundo universitário e mundo trabalhador, todos reclamavam que o domingo não era para laborar. O domingo é para a família".

6 – Ajudar os jovens a conseguir um emprego digno

"Temos de ser criativos com esta franja. Se faltam oportunidades, caem na droga. E é muito elevado o índice de suicídios entre os jovens sem trabalho. No outro dia li, mas não me fio porque não é um dado científico, que havia 75 milhões de jovens dos 25 anos abaixo desocupados. Não chega dar-lhes comer, há que inventar cursos de um ano de canalizador, electricista, costureiro. A dignidade de levar o pão para casa".

7 – Cuidar da Natureza

"Há que cuidar da criação e não o estamos a fazer. É um dos desafios maiores que temos.”

8 – Esquecer-se rapidamente do negativo

“A necessidade de falar mal de alguém indica uma baixa auto-estima. É como dizer ‘sinto-me tão em baixo que em vez de subir baixo o outro’. Esquecer-se rapidamente do negativo é muito mais saudável”.

9 – Respeitar quem pensa de maneira diferente

"Podemos inquietar o outro com o testemunho para que ambos progridam com essa comunicação, mas a pior coisa que se pode fazer é o proselitismo religioso, que paralisa: ‘Eu dialogo contigo para te convencer'. Não. Cada um dialoga sobre a sua identidade. A Igreja cresce por atracção, não por proselitismo".

10 – Procurar activamente a paz

"Estamos a viver uma época de muita guerra. Em África parecem guerras tribais, mas são algo mais. A guerra destrói. E o clamor pela paz é preciso ser gritado. A paz, às vezes, dá a ideia de quietude, mas nunca é quietude, é sempre uma paz activa".